quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Seminário Sociologia Pública




Nesta sexta-feira, 20/10/17, teremos nosso Seminário aberto sobre Sociologia Pública. O material de fundamento se encontra nos links abaixo.


BRAGA, Ruy; SANTANA, Marco Aurélio. Sociologia pública: engajamento e crítica social em debate. Cad. CRH,  Salvador ,  v. 22, n. 56, p. 223-232,  ago.  2009 .

BURAWOY, Michael. A sociologia pública em tempos de Barack Obama. Cad. CRH,  Salvador ,  v. 22, n. 56, p. 233-244,  ago.  2009 .

MELLO E SILVA, Leonardo. Touraine, Burawoy, Gramsci: do social ao político. Cad. CRH,  Salvador ,  v. 22, n. 56, p. 281-296,  ago.  2009 .






Seminário Sociologia Pública
14 h de   20/10/17
Auditório CRH/UFBA
Expositora: Ana Cláudia Caldas Mendonça
Debatedora: Petilda Vazquez

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Atividades do grupo de pesquisa no Congresso da UFBA

CONGRESSO UFBA
DIA 16/10 – SEGUNDA-FEIRA
15H – ATO DE ABERTURA EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA - REITORIA


DIA 17/10 – TERÇA-FEIRA
14:00 - 17:00 - REITORIA

A REFORMA TRABALHISTA NO BRASIL: A PRECARIZAÇÃO COMO REGRA?

 GRAÇA DRUCK (COORDENADORA)
JOSÉ DARI KREIN (CESIT UNICAMP)
GRIJALBO FERNANDES COUTINHO (JUIZ E DESEMBARGADOR TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 10)
FLÁVIA SANTANA RODRIGUES (DIEESE/OBSERVATÓRIO DO TRABALHO-BAHIA)


DIA 17/10 – TERÇA-FEIRA

18:00 REITORIA

CONFERÊNCIA “O COMUM OU A DEMOCRACIA CONTRA A SOBERANIA DO ESTADO NACIONAL”

 PIERRE DARDOT (UNIVERSITÉ PARIS) 

18:30 - 21:30 - FACULDADE DE ARQUITETURA

SALVADOR, CRISE ECONÔMICA E OS NOVOS ESQUEMAS DE GERAÇÃO DE DÍVIDA PÚBLICA

ANTÔNIO MAURÍCIO FREITAS BRITO, MARIA LÚCIA FATTORELLI, HILTON COELHO, BRUNO TITO PEREIRA, LORIVAL MATOS, PRISCILA MARTINS DE OLIVEIRA SANTANA 

DIA 18/10 – QUARTA-FEIRA
Auditório 2 (PAF V) CAMPUS ONDINA - Atrás da Escola Enfermagem.
15-17h 
O SERVIÇO PÚBLICO EM QUESTÃO: PRIVATIZAÇÃO E DESMONTE 
LANA BLEICHER (UFBA)
JACQUELINE RODRIGUES DE LIMA (ANDES)
GRAÇA DRUCK  (UFBA)

FORA DO CONGRESSO MAS MUITO IMPORTANTE:

Dia 13 (sexta-feira), às 16h PAF III da UFBA (AO LADO DO INSTITUTO DE LETRAS)
Christian LAVAL (Universidade de Paris -SOPHIAPOL)
Conferência I - A INSTITUIÇÃO DO COMUM: REFUNDAR OS SERVIÇOS PÚBLICOS E A DEMOCRACIA  SOCIAL

Dia 19 (quinta-feira) às 18 horas na Faculdade de Direito da UFBA
Conferência III DIREITO DO COMUM E A EMANCIPAÇÃO DO TRABALHO
Pierre DARDOT

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Atividade com Dardot e Laval

Na próxima sexta, dia 13/10, acontecerá uma dupla programação com a participação de Dardot e Laval, autores do Livro Neoliberalismo, a nova razão do mundo e do Comum - enasio sobre a revolução no século XXI (ambos publicados pela Boitempo). Estas são raras  oportunidades para ouvir e discutir com esses combativos franceses!

Atividades:

1. Conferência debate sobre o SOPHIAPOLdia 13 de outubro, às 10 horas na Faculdade de Administração da UFBA, com o objetivo de aprofundar um acordo científico de cooperação entre esta Unidade de Pesquisa francesa e nossas Pós-Graduações. 

2.  dia 13 (sexta-feria), às 16h PAF III da UFBA:
COMUM - PENSAR CONJUNTAMENTE UM PROJETO DE EMANCIPAÇÃO PARA O SÉCULO XXI
Christian LAVAL (Universidade de Paris -SOPHIAPOL).


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Matéria sobre pesquisa desenvolvida pelo grupo

O Edgar Digital, informativo da UFBA publicou reportagem sobre pesquisa desenvolvida por nosso grupo. A reportagem pode ser lida no link: http://www.edgardigital.ufba.br/?p=4020 e também se encontra transcrita abaixo.


Estudo de sociologia traça um retrato da terceirização na Universidade
 19/08/2017
Ricardo Sangiovanni

A maioria dos funcionários terceirizados das áreas de limpeza e manutenção, segurança e portaria da UFBA é negra, ganha um salário mínimo, em média, e vive em bairros da periferia de Salvador. O percentual de terceirizados foi o que mais cresceu na última década, ao ponto de, hoje, a terceirização consumir mais da metade do orçamento de custeio da Universidade. Herdeiros de carreiras extintas no funcionalismo público nos anos 1990, atuando em uma condição “provisória-permanente”, eles encarnam um contraditório conceito: o de “servidores terceirizados”.

Esses são os dados mais gerais sobre a terceirização e o perfil dos funcionários terceirizados na UFBA encontrados pela professora Graça Druck, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, e sua equipe – formada pelas mestrandas Jeovana Sena, Marina Morena Pinto e Sâmia Araújo – a partir de uma pesquisa que analisou estatísticas disponíveis e entrevistou uma amostra qualificada de 105 trabalhadores de quase todas as unidades da UFBA, em um universo de terceirizados que, em 2015, somava 2.161 pessoas. A pesquisa resultou no artigo “A Terceirização no serviço público: particularidades e implicações”, a ser publicado em breve em uma coletânea organizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

O artigo é uma espécie de “fotografia” da situação atual da terceirização na UFBA – um trabalho que, além de inédito, foi de difícil realização, dada a escassez de registros e estatísticas sobre os terceirizados e a terceirização na Universidade. Essa fotografia revela que, em uma década (2006-2015), o número de funcionários terceirizados saltou impressionantes 127% (de 951 para 2.161), ante apenas 2,2% de aumento do total de técnico-administrativos (3.126 para 3.195) e 37% de expansão do quadro de docentes (1.708 para 2.337) no mesmo período. E que a terceirização consome atualmente cerca de 55% do orçamento da UFBA para custeio – um percentual elevado, que limita a capacidade de investimento e, sobretudo, fragiliza de modo imediato a Universidade em cenários de retração ou congelamento orçamentário.

As autoras apontam, contudo, que entre 2014 e 2015 houve queda de 16% do número de terceirizados, “o pode ser explicado pela atuação da administração central da Universidade, que fez um levantamento criterioso dos contratos das prestadoras de serviços, revendo as quantidades demandadas”. No mesmo período, o total de servidores concursados caiu 3,4% – o que deverá ser minimizado com a realização, neste ano, de concurso para admissão de 181 novos técnico-administrativos.

O avanço da terceirização “não é algo específico da UFBA”, enfatiza a professora Graça Druck. “O que fizemos foi tomar nossa própria Universidade como amostra de uma tendência generalizada no serviço público, que vem abandonando o perfil de Estado ‘social’ e adotando um perfil ‘gerencial’ ou ’empresarial’, como outros estudos nessa área já apontam.” Para a socióloga, o progressivo “intervencionismo neoliberal” no Estado – cujo marco inicial ela localiza em 1995, quando uma reforma levou à extinção de diversos cargos públicos considerados “atividades meio” (ou seja, que não são o objeto central do serviço prestado) – introduziu a terceirização no serviço público, seguindo tendência preconizada pelo setor privado. Em março deste ano, o Congresso aprovou e a Presidência sancionou a possibilidade de terceirização também das “atividades fim” pela iniciativa privada.

Druck, porém, observa que, por trás da imagem de “flexibilidade” e “agilidade” associada ao setor privado (em detrimento do público, tido pelo senso comum como “ultrapassado” e “ineficiente”), está uma campanha permanente, insuflada pelas empresas de comunicação, em defesa do encolhimento do Estado, que se traduz na desqualificação do servidor público, “com o objetivo de mostrar que ele não é mais necessário, que pode ser descartado, superado, substituído”.

O estudo argumenta que optar pela terceirização não necessariamente freia o desperdício de dinheiro de que os serviços estatais costumam ser acusados. Para se ter uma ideia, a professora Graça aponta que, em 2015, a UFBA gastou R$ 5,1 milhões com o pagamento das empresas fornecedoras de mão-de-obra terceirizada pelos 1.602 trabalhadores de limpeza e manutenção, segurança e portaria. Isso resulta em um custo médio per capita de R$ 3.224,24, algo muito superior à média de remuneração de um salário mínimo aferida pela pesquisa. “Se dobrarmos o valor do mínimo (R$ 788 em 2015) para tentar estimar o custo do salário mais encargos sociais, ainda assim o custo médio per capita seria de R$ 1.576”, observa a professora Graça. A maioria dos entrevistados (70%) diz ganhar um salário mínimo – os menores salários são os das mulheres negras com menor escolaridade: 94% afirmam ganhar o mínimo, atuando na limpeza – “expressão da tradicional divisão sexual do trabalho” articulada à desigualdade racial.

O cálculo mostra, portanto, que a mordida das empresas chega a ser maior do que o valor que elas gastam para manter o pessoal contratado. A cifra talvez se justificasse se as condições de trabalho fossem estimulantes, mas a percepção dos entrevistados diz o contrário: embora a maior parte deles (85%) trabalhe na UFBA há mais de um ano, 46% afirma já ter ficado sem tirar férias. Mais da metade (53,3%) responderam que a empresa não realiza nenhum treinamento de qualificação (entre os que receberam algum treinamento, 67,7% diz ter feito “curso de limpeza”). Metade (50,5%) dos entrevistados disse que o salário às vezes atrasa – 7,6% disseram que atrasa sempre. E 32% dizem já ter sido preciso entrar na Justiça para reivindicar direitos, na maioria das vezes por não pagamento de salários, FGTS, férias e décimo-terceiro.

Troca de crachás

Como pano de fundo dessa percepção, aponta o estudo, há um fenômeno conhecido como “troca de crachás”, “quando a empresa contratada, muitas vezes antes de completar um ano de serviços prestados, declara falência e rompe o contrato, sem pagar os direitos trabalhistas aos trabalhadores e esses mesmos trabalhadores são contratados por outra empresa terceirizada que a substitui”. As entrevistas apontam que “12% dos trabalhadores que trocaram de 2 a 4 vezes de empresas, desde quando começaram a trabalhar na UFBA, tiraram férias a cada 2 anos e 4 anos. Dos que trocaram de empresas de 5 a 7 vezes, tiraram férias a cada 2 a 6 anos. E se encontrou um trabalhador que ficou 10 anos sem férias”.

A professora Graça caracteriza essas empresas como “intermediárias”, ou seja, meras “vendedoras de força de trabalho”, que muitas vezes julgam-se no direito de suspender o pagamento aos funcionários, dando como justificativa a falta de repasse do órgão público contratante. Embora haja um dispositivo contratual que prevê a suspensão do fornecimento do serviço após três meses de inadimplência por parte da instituição contratante, não há amparo legal para a suspensão do pagamento dos salários dos funcionários – o que não se justifica também, entre outras razões, pelo fato de essas empresas em geral manterem contratos ativos com outros órgãos públicos ou privados, o que lhes garante algum fluxo de caixa.

No final da cadeia de precarização das relações trabalhistas está o impacto psicológico para os trabalhadores terceirizados. De um lado, a maioria (89%) se diz satisfeita com seus trabalhos e, em média, 80% dizem ter boa relação com estudantes, técnico-administrativos e docentes. Porém, do outro lado, 77% dizem que gostariam de ter outro emprego, e 99%, que prefeririam ser contratados como servidores públicos.

Na interpretação das autoras do estudo, “embora esses trabalhadores não tenham um vínculo trabalhista formal com a Instituição, o seu trabalho lhes proporciona um sentimento de pertencimento à UFBA, o que demostra que as atividades que realizam não estão à parte da ‘vida’ universitária, mas justamente ao contrário, são atividades fundamentais para a manutenção da Universidade”. O artigo aponta ainda que não são raros os casos em que a administração das unidades universitárias solicitam a permanência de funcionários antigos e queridos pela comunidade em casos de substituição da empresa contratada. “Poder dizer: ‘eu trabalho na UFBA’ expressa não somente o ‘orgulho’ ou ‘status’ de trabalhar numa universidade pública, como também a percepção de se sentir como parte da instituição”, afirmam as autoras. “E, por isso, são ‘servidores terceirizados’.”

.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A "reforma" trabalhista do Governo Temer

A "reforma" trabalhista do Governo Temer
Ilegal?
Ilegítima?
Fim dos direitos do trabalho?
Dia 28 de julho às 14 horas no auditório do CRH/UFBA



terça-feira, 23 de maio de 2017

Seminário Mundo do Trabalho, Responsabilidade Social e Direitos Humanos.





Seminário Mundo do Trabalho, Responsabilidade Social e Direitos Humanos, com professora Petilda Vazquez, dia 26/5/17 às 14 horas no Auditório do CRH

Próximos seminários

26/05 - Mundo do Trabalho, Responsabilidade Social e Direitos Humanos.
14/07 – Conjuntura Política: limites e possibilidades.
11/08 – Juventude e Trabalho Informal.
25/08 – Direito do Trabalho.

sábado, 1 de abril de 2017

A Política de Saúde na atual conjuntura e seus rebatimentos para o Serviço Social




Seminário: A Política de Saúde na atual Conjuntura e seus rebatimentos para o Serviço Social

07/04/2017, 14h
Conjuntura, Reforma Sanitária Brasileira e Articulação Público-Privado na Saúde

Jairnilson Paim – (ISC/UFBA)
Conjuntura e Reforma Sanitária Brasileira

José Sestelo – (IESC/UFRJ – Vice Presidente da ABRASCO)
Financeirização e Articulação Público-Privado na Saúde

Graça Druck (FFCH/CRH/UFBA)
Terceirização dos Serviços Públicos

Coordenação – Cristiana Mercuri (IPS/CRH/UFBA)

08/04/2014, 09h
O Trabalho do Assistente Social e a Saúde no Brasil: desafios contemporâneos

Cristiana Mercuri (Serviço Social/IPS/CRH/UFBA)
Serviço Social, conhecimento e trabalho: reflexões sobre o exercício profissional na área da saúde

Geyse Miranda (Serviço Social/IPS/UFBA)
Larissa Barros (Serviço Social/IPS/UFBA)
Trabalho Profissional e Política de Saúde: desafios contemporâneos

Local: Campus São Lázaro/UFBA (Estrada de São Lázaro – Federação      Auditório do CRH

Organização:
Grupos de Pesquisa:
Serviço Social, Saúde, Conhecimento e Trabalho (Serviço Social/IPS/CRH/UFBA)
Trabalho, Precarização e Resistência (CRH/FFCH/UFBA)

OBS: As inscrições serão realizadas no local do evento. Para emissão dos certificados será considerada a participação nos dois turnos.